Cardiologia Fetal

Cardiologia Fetal é a área da medicina que se dedica ao diagnóstico e tratamento das afecções do coração do feto.

A Cardiologia fetal é muito dependente de exames de imagem, especialmente o ecocardiograma fetal. Este é um exame que permite avaliar o desenvolvimento, a função e a anatomia do coração do feto ainda durante a gravidez. O exame não oferece risco para a gestante ou para a criança, trazendo os benefícios de um diagnóstico precoce e de possibilitar orientação dotratamento, quando possível. Dessa forma, certas doenças já podem ser tratadas dentro do útero da mãe.

O ecocardiograma fetal complementa a avaliação do ultrassom morfológico, uma vez que é realizado por um cardiologista pediátrico e fetal especializado. O exame pode ser realizado através do abdômen materno a partir de 20 semanas, embora a melhor época seja por volta de 24 a 28 semanas de gestação.

Dentre os grandes destaques do ecocardiograma fetal para a cardiologia fetal, é que possibilita o planejamento do parto para receber e tratar devidamente o recém-nascido que apresenta doenças cardíacas congênitas importantes como a transposição das grandes artérias, e a hipoplasia do ventrículo esquerdo ou do ventrículo direito, que podem necessitar de intervenção clínica ou cirúrgica imediatamente após o nascimento.

No caso das formas de arritmia fetais que podem ser tratadas, o  ecocardiograma fetal diagnostica e acompanha a resposta do feto ao tratamento, sendo ferramenta importantíssima no pré-natal das gestantes.

Não há dúvidas de que o diagnóstico precoce das cardiopatias congênitas durante a gestação contribui para um melhor atendimento ao bebê e aumenta as chances de sucesso no tratamento.

A presença de casos de cardiopatia congênita na família, do pai ou da mãe e em filhos anteriores são fatores de risco bem conhecidos. Algumas infecções adquiridas pelas gestantes, como a toxoplasmose, a rubéola e a citomegalovirose também podem comprometer a formação do coração fetal, assim como a diabetes, tanto a pré-existente quanto à diabetes gestacional.

Certas medicações de uso materno também estão associadas ao desenvolvimento de doença cardíaca fetal, principalmente quando utilizadas nos primeiros meses de gestação, exemplos incluem alguns anticonvulsivantes e alguns antidepressivos.

Também alguns alimentos que quando consumidos em excesso pela gestante podem trazer problemas ao feto. O obstetra deve orientar a dieta da gestante.

As cardiopatias congênitas são consideradas as más formações fetais mais comuns. Dessa forma, é conveniente aprofundar a investigação com um ecocardiograma sempre que o ultrassom sugerir algum defeito na formação do coração fetal ou até mesmo de outro órgão, uma vez que pode haver associações.

Atualmente, realiza-se a avaliação da translucência nucal entre a 11ª a 13ª  semana de gravidez. Deve-se sempre suspeitar de cardiopatia congênita  quando é detectado um aumento do líquido na região da nuca do feto, principalmente na presença de um cariótipo anormal. Da mesma forma, todo feto com cariótipo alterado deve ter seu coração avaliado por especialista, visto que as cardiopatias são extremamente frequentes nesse grupo.

Como na maioria das vezes as doenças ocorrem em fetos que não apresentam quaisquer fatores de risco, o coração fetal deve ser rastreado sistematicamente pelo ultrassonografista. Em caso de qualquer suspeita, o eocardiograma fetal deverá ser realizado.

Outros aspectos devem ser destacados: gestantes com idade superior a 35 anos merecem avaliação pré-natal mais rigorosa devido às maiores chances de malformações fetais. Muitos obstetras têm incluído o ecocardiograma fetal entre os exames de rotina nesse grupo de pacientes.

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